Morre Lúcia Alves, veterana das novelas da Globo, após 40 anos de carreira ininterrupta

Atriz lutava contra um câncer no pâncreas desde 2022 e marcou época em novelas como Irmãos Coragem e Verão Vermelho.

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O universo da teledramaturgia brasileira perdeu uma de suas grandes figuras. A atriz Lucia Alves faleceu nesta quinta-feira (24), aos 76 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por entes queridos da artista, que lutava contra um câncer de pâncreas desde 2022 e estava hospitalizada em estado delicado na Casa de Saúde São José, situada no bairro do Humaitá, na Zona Sul da capital carioca.

A notícia do falecimento de Lucia Alves causou profunda comoção entre fãs, colegas de trabalho e admiradores de seu talento. Nascida em 4 de outubro de 1948, no Rio de Janeiro, a atriz deu seus primeiros passos na televisão em 1969, na novela Enquanto Houver Estrelas, da extinta TV Tupi. No mesmo ano, transferiu-se para a TV Globo, onde viveu Geralda na marcante novela Verão Vermelho, de Dias Gomes.

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Carreira

Trajetória notável ao longo de sua extensa e bem-sucedida carreira, Lucia Alves cativou o público com sua versatilidade e talento artístico. Um de seus papéis mais icônicos foi a indígena Potira na novela Irmãos Coragem. Sua interpretação nessa produção deixou uma forte impressão na memória dos telespectadores.

Além de novelas, Lucia também brilhou em diversas minisséries e séries da emissora. Em uma entrevista ao Memória Globo, Lucia recordou um momento divertido durante as gravações de Irmãos Coragem. Ela mencionou que, devido a um equívoco no roteiro, passou a chamar o personagem Jerônimo, interpretado por Cláudio Cavalcanti, de Jeromo. Apesar da correção, Lucia insistiu em manter o apelido, que acabou sendo carinhosamente adotado pelo público. A atriz também compartilhou a emoção que sentia ao assistir novamente à cena da morte de sua personagem Potira.

Reconhecimento e legado

Lucia Alves não se restringiu à televisão, construindo também uma sólida carreira no teatro e no cinema. Em 2004, foi laureada como melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Brasília por sua atuação no filme Bendito Fruto, de Sérgio Goldenberg. Sua dedicação à arte era evidente, como ela mesma lembrou ao Memória Globo: “Acho que trabalhei 40 anos sem parar”.