César Tralli repercute falecimento de famoso na Globo: ‘ele morreu ontem’

Apresentador levou ao ar notícia que repercutiu bastante durante o fim de semana.

PUBLICIDADE

César Tralli começou a semana no Jornal Hoje levando ao ar uma triste notícia que já havia repercutido no fim de semana. Na edição do JH desta segunda-feira (15), Tralli “A América Latina perdeu um de seus maiores escritores neste fim de semana, Mario Vargas Llosa”, disse o apresentador. “Ele morreu ontem”, afirmou Tralli.

Mario Vargas Llosa, escritor peruano e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2010, morreu em Lima, capital do Peru. A informação foi confirmada por seu filho Álvaro Llosa, que não divulgou a causa da morte. O autor tinha 88 anos e deixou um legado inestimável para a literatura mundial.

Enquete BBB26

Quem deve ganhar? Vote agora.

Votar na enquete

Vida de Mario Vargas Llosa

Nascido em Arequipa, no sul do Peru, em 1936, Vargas Llosa passou parte da infância na Bolívia, sendo criado pela mãe e pelos avós maternos. Mais tarde, retornou ao Peru, onde ingressou na Academia Militar de Lima. Ainda jovem, dedicou-se à literatura e ao jornalismo, áreas nas quais alcançaria projeção internacional.

Na década de 1950, mudou-se para Paris, onde trabalhou como tradutor, professor de espanhol e jornalista para a Agence France-Presse. Foi também nesse período que viveu um polêmico relacionamento com sua tia Julia Urquidi, com quem se casou. O relacionamento inspirou uma de suas obras mais conhecidas, “Tia Julia e o Escrevinhador”.

Após o divórcio, casou-se com sua prima-irmã Patricia Llosa, sobrinha de sua ex-esposa. Com ela teve três filhos e construiu uma sólida relação que durou cinco décadas. A vida pessoal de Vargas Llosa frequentemente foi pauta na imprensa, mas sua obra literária sempre falou mais alto, conquistando admiradores em todo o mundo.

Obra de Vargas Llosa

Além de romancista, Vargas Llosa foi também ensaísta e político, tendo se candidatado à presidência do Peru em 1990. Entre suas obras mais conhecidas estão “A Casa Verde”, “Conversa na Catedral” e “Travessuras da Menina Má”. Sua morte encerra um capítulo da literatura latino-americana que atravessou gerações e fronteiras.