A ex-panicat Dani Bolina chocou o público ao revelar, em entrevista ao podcast Ticaracaticast, os constantes casos de assédio que sofreu durante sua participação no programa Pânico na TV, entre 2005 e 2011. Segundo ela, as situações de abuso se intensificavam durante as gravações externas, especialmente em eventos e partidas de futebol, onde a presença masculina era predominante.
“A gente fazia eventos de biquíni e era uma loucura, porque era uma passação de mãos que a gente não sabe de onde vinha, eles enfiavam a mão dentro da gente”, desabafou Bolina, descrevendo o ambiente hostil e a sensação de vulnerabilidade que ela e suas colegas enfrentavam.
Equipe de produção tentava proteger panicats, mas assédio era constante
Apesar dos esforços da equipe de produção em protegê-las, os casos de assédio eram recorrentes. Bolina revelou que, para tentar minimizar as violações, elas passaram a adotar medidas como o uso de roupas extras e absorventes, mas nem isso impedia os abusos: “Os caras enfiavam os dedos na gente”.
A ex-panicat também mencionou que, em algumas ocasiões, as panicats eram orientadas a usar roupas íntimas masculinas por baixo dos biquínis, como forma de proteção. Essa medida extrema evidencia a gravidade da situação e a constante preocupação com a segurança das modelos.
Legado do Pânico
O programa Pânico, conhecido por seu humor ácido e polêmico, marcou época na televisão brasileira, mas também deixou um legado controverso. A revelação de Dani Bolina reacende o debate sobre os limites do humor e a exploração do corpo feminino na mídia.