Malévola Dona do Mal desperdiça o tempo do espectador e concorre ao framboesa de ouro

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O primeiro filme de 2014 não foi lá essas coisas todas, mas trazia a Angelina Jolie interessante como Malévola, e Ellie Fanning promissora como princesa da Disney. Com algumas liberdades poéticas, o filme passou como ok. Muito diferente dessa continuação, certamente um forte concorrente ao framboesa de ouro e um dos piores filmes disparados, o que já dava para se ter uma ideia pelo título.

O roteiro, para ser previsível, precisa melhorar um pouco. Enfadonho e infantil, não de uma forma lúdica, mas no sentido de vazio e sem sentido, ele consegue ser uma prova de imbecilidade e falta de atenção ao mesmo tempo. Atuações totalmente superficiais, seja dos protagonistas seja dos coadjuvantes, impede um mínimo de diversão.

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A única coisa que salva no filme são os efeitos visuais, a fotografia e o figurino, todos cuidadosos e com uma visão poética e compatível com um conto de fadas, ao ponto de merecer uma indicação ao Oscar, ainda que somente de aparecer no Oscar o filme mereceria um destaque que não merece.

Tudo isso coroado por uma direção pobre e sem visão, de tudo que poderia ser feito com uma história clássica da Disney e personagens que residem no imaginário popular, parece que tomaram as piores decisões possíveis.

Fica no ar a dúvida se alguém supervisionou o projeto ou se simplesmente não ligaram para ele e deram de presente para alguém, porque o roteiro parece escrito por uma criança de 14 anos sem qualquer noção de como amarrar uma história. E o que mais assusta nisso tudo é que a Angelina Jolie, meio sumida, tenha se proposto a fazer um papelão desses. Para se evitar a todo custo.