Lua cheia, devoção e círculo de fogo: óbito de Daniella Perez acende dúvida de ritual macabro

Atriz Daniella Perez teve a vida tirada em um crime que chocou o país no início da década de 90.

PUBLICIDADE

A série documental que retrata o crime que tirou a vida de Daniella Perez (1970-1992) foi intitulado como Pacto Brutal por um motivo que se mostra claro. A mãe dela, Gloria Perez, e membros da polícia e do judiciário acreditam que o assassinato foi o desfecho de um acordo criminoso e um ritual macabro.

Os condenados pela morte da atriz foram Guilherme de Pádua e Paula Thomaz. Esse “sacrifício” da vítima contou com alguns elementos místicos, entre eles lua cheia, tatuagem, confecção de um círculo de fogo e até a devoção de divindades.

PUBLICIDADE

Enquete BBB26

Quem você quer que seja eliminado(a)?

Votar na enquete

Assassinato de Daniella Perez

Todos os elementos macabros ou que tragam algum tipo de comprometimento envolvendo o casal, são trazidos à tona no quarto episódio do documentário. A série está disponível para assinantes do serviço por streaming HBO Max.

De acordo com José Muiños Piñeiro Filho, desembargador, mas que foi o promotor do caso, toda a relação de Pádua e Thomaz é ritualística, sendo que um dos mais significativos é uma tatuagem. O condenado tatuou o nome de Paula no pênis, já Paula o nome dele na região da virilha.

Durante as investigações, Guilherme de Pádua usou isso como prova, para dizer que era muito apaixonado pela esposa, que foi citada como possessiva e ciumenta em alguns depoimentos. Esse sentimento teria chegado ao seu ápice na noite do crime que tirou a vida da atriz. Mauricio Mattar atuou com ele em uma peça e disse que o colega de elenco tinha uma devoção exacerbada, assim como Paula.

Ritual pode envolver morte de Daniella Perez

“É ritual. Não tô dizendo magia negra, é ritual. Cada um na sua razão de ser, na sua psicopatia, sem limite“, falou o desembargador. No local onde ocorreu o assassinato, o corpo de Daniella estava dentro de um círculo demarcado com fogo. O dia do crime era a última lua cheia do ano e havia um arbusto por perto.