Por ordem da Justiça, herança de Rogéria será dividida entre seus quatro irmãos

Entre os bens que o artista deixou está um apartamento avaliado em 300 mil reais.

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O impasse do inventário de Rogéria, falecida em 2017, finalmente chegou ao fim após alguns anos de uma longa espera. Como a artista não possuía herdeiros diretos, tudo aquilo que deixou será dividido entre os seus quatro irmãos: Cyr Barrozo, Flávio, Marilene e Vera Lúcia Accacio.

A sentença foi proferida pela 11ª Vara de Órfãos e Sucessões do Rio de Janeiro, no início desta semana.

Entre os bens deixados como herança, está um apartamento, localizado no bairro de Copacabana, zona sul carioca, onde Rogéria residia.

O imóvel está avaliado em trezentos mil reais e após ser vendido, o valor arrecadado será partilhado entre todos os seus irmãos.

Considerada “O travesti da família brasileira”, Rogéria faleceu no dia 4 de setembro de 2017 na UTI do Hospital Unimed-Rio, onde permanecia internada devido a uma infecção urinária. A sua morte foi causada por um choque séptico. Ela estava com 74 anos.

Rogéria nasceu em 25 de maio de 1943, em Cantagalo, cidade do interior do Rio de Janeiro, e registrada com o nome de Astolfo Barroso Pinto. Com 14 anos, já se travestia e adotou o nome artístico de Rogéria após participar de um baile de Carnaval realizado no Teatro República no decorrer dos anos 60.

Também exerceu a função de maquiador na extinta TV Rio, tendo trabalhado ao lado de Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro, Marlene e Emilinha Borba, entre outras estrelas da época.

Participou como jurada de inúmeros programas de auditório e atuou em algumas novelas da Rede Globo como Tieta, Paraíso Tropical, Babilônia e A Força do Querer.

Apresentou-se em vários países do mundo e integrou o elenco de espetáculos teatrais e montagens de musicais. Pelos seus desempenhos recebeu diversos prêmios.

A sua trajetória artística pode ser conferida no documentário Divinas Divas, que foi dirigido por Leandra Leal.