Em 10 anos da perda de Chico Anysio, filhos estão sem herança e até o uso de seus personagens estão proibidos

O patrimônio do artista segue em uma disputa judicial, entre a viúva Malga di Paula e os filhos do humorista.

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A morte de Chico Anysio, considerado um dos maiores nomes da comédia nacional, completa dez anos nesta quarta-feira (23/03). O patrimônio do gênio do humor, que faleceu em 23 de março de 2012, na cidade do Rio de Janeiro, por falência múltipla de órgãos, ainda é motivo de disputa entre a viúva de Chico, Malga Di Paula, e os filhos do artista.

A escritora afirmou, recentemente em uma entrevista para um podcast, que até hoje não recebeu nenhum centavo da herança deixada pelo marido. Um dos filhos de Chico, o também humorista e dublador, Nizo Neto, veio a público rebater Malga, e disse que a demora pela conclusão do inventário de seu pai “se deve muito à incompetência e omissão dela enquanto inventariante“.

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Em um trecho desse desabafo de Nizo, que ele publicou em suas redes sociais, o humorista afirma que essa herança que ela tanto deseja “nem existe“. Fora o dinheiro, outro patrimônio que os filhos de Chico não herdaram do pai foram os mais de 200 personagens que o humorista criou ao longo de sua carreira. Desde Coalhada, Alberto Roberto e passando também por Raimundo Nonato, nenhum desses personagens podem ser negociados ou até mesmo interpretados por seus filhos.

A explicação para isso é que o artista assinou um contrato com a Globo, cedendo todos os seus personagens para a emissora. Por conta deste contrato, somente Bruno Mazzeo pode atuar homenageando o pai, revivendo A Escolinha do Professor Raimundo, pois se tratava de um projeto da própria Globo.

Outros filhos do artista, que trabalharam na versão original do programa, como Lug de Paula e o próprio Nizo Neto, não foram chamados pela emissora para a nova versão.