Em entrevista à coluna Gente, da revista Veja, Marcos Oliveira, o eterno Beiçola de A Grande Família, detalhou sua adaptação ao Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro. Morando na instituição desde agosto de 2023 em uma casa oferecida por Marieta Severo, o ator revelou que a mudança foi forçada por dificuldades financeiras e medo pela própria vida.
O veterano explicou que buscou o abrigo após sofrer um assalto em sua antiga residência. Além do trauma físico, ele enfrenta um rombo financeiro superior a R$ 500 mil, resultado de empréstimos feitos pelo criminoso em seu nome através de reconhecimento facial. Segundo Marcos, a própria promotoria sugeriu que ele deixasse o local anterior devido aos riscos de segurança.
Convivência é desafio
Aos 69 anos, o artista também confessou enfrentar dificuldades na convivência coletiva, especialmente durante as refeições. Ele criticou o comportamento barulhento e a falta de etiqueta de alguns colegas, comparando a postura dos residentes a hábitos que considera inadequados para um ambiente comum, ressaltando que, embora o local seja excelente, o processo de adaptação às normas de conduta tem sido um desafio pessoal.
| Marcos Oliveira, 69 anos, vem aos poucos se adaptando à vida no Retiro dos Artistas. Localizado em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, o local é uma vila de casas coloridas onde atores, circenses, cantores e produtores que enfrentaram dificuldades financeiras vivem.… pic.twitter.com/CDkP2bGVQh— VEJA (@VEJA)
O ator detalhou que prefere manter-se reservado para evitar conflitos, lamentando a falta de cortesia e o foco excessivo em memórias antigas, algo que diverge de suas aspirações atuais. Ele reforçou sua visão crítica sobre o ambiente ao comentar: “O comportamento é muito mal-educado. Então eu fico quieto, vou lá, aguento numa boa, mas aqui, depois dos 70, 80 anos, não tem mais respeito, então f*da-se, deixa o pessoal falar. E eles não têm o hábito de um ir na casa do outro. Então eles preferem na hora da refeição fazer algum comentário. E só fala sobre o passado. E aí, bicho, eu não estou no passado”.
Determinação supera limitações
Mesmo enfrentando restrições de saúde e aguardando por cirurgias necessárias, o ator reforçou sua determinação em continuar trabalhando no setor cultural, deixando claro que não deseja ser visto com compaixão pelo público. Ao concluir seu relato, ele enfatizou que ainda possui plena capacidade produtiva e intelectual, mencionando que, embora conviva com uma hérnia e uma colostomia, sua prioridade é discutir projetos futuros e provar que continua sendo um profissional útil e disposto a novos desafios.
