A discussão após o conflito entre Juliano e Marciele no BBB26 evoluiu para um debate social complexo quando Milena, ao analisar as ofensas proferidas pela dançarina paraense, traçou um paralelo polêmico entre o termo ‘palmito’, usado para ironizar a pele clara de Juliano, e o racismo enfrentado por pessoas negras.
Visivelmente incomodada, a participante sugeriu a existência de um suposto preconceito contra brancos no confinamento e questionou o que aconteceria se a situação fosse inversa, disparando: “Quer dizer então que, se você fosse negro, ela iria te chamar de carvão? Eles são preconceituosos com brancos. É uma coisa que não cresce muito. E se fosse com negro? O que ia fazer?”.
Reação tranquila de Juliano
Mesmo diante da provocação, o influenciador manteve a calma e minimizou as críticas, comparando a atitude de Marciele a uma infantilidade típica de ambiente escolar. Juliano argumentou que, embora considere inapropriado utilizar condições genéticas como forma de insulto, a comparação com um vegetal não o abala pessoalmente.
Ele explicou que encara apelidos sobre sua palidez, como ser chamado de planta ou palmito, com indiferença, pois não vê essas definições como ofensas reais, assim como não se sente atingido por palavrões ou ataques à sua maturidade. Em resposta à tentativa de Milena de estabelecer uma comparação, Ana Paula Renault interveio para explicar por que os termos possuem pesos distintos, refutando qualquer equivalência moral.
Explicação histórica sobre racismo
A jornalista ressaltou que a ausência de um contexto histórico de opressão contra pessoas brancas impede a existência de racismo inverso, destacando que termos pejorativos direcionados a pessoas negras carregam a gravidade de um crime devido ao legado da escravidão e às desigualdades sociais. Juliano demonstrou concordar com essa distinção histórica, abandonando a linha de raciocínio que sugeria uma simetria entre as situações.

Gabriela
Jonas
Juliano