Morte de Gerson Brenner relembra atentado que marcou sua carreira e mudou novela da Globo

Ator foi baleado em 1998, ficou com sequelas e teve trama adaptada às pressas pela Globo.

PUBLICIDADE

O falecimento de Gerson Brenner, aos 66 anos, ocorrido na última segunda-feira (23), trouxe novamente à tona um dos momentos mais impactantes de sua história pessoal e profissional. Em 1998, enquanto desfrutava de grande sucesso na novela Corpo Dourado, o ator teve sua trajetória interrompida por um episódio de violência brutal em uma estrada de São Paulo.

Naquele período, ele dividia seu tempo entre a capital paulista e os estúdios no Rio de Janeiro para dar vida ao personagem Jorginho, que formava um casal popular com a personagem de Danielle Winits. A tragédia se desenrolou na Rodovia Ayrton Senna, onde criminosos haviam espalhado pedras para forçar a parada de veículos. Ao ter os pneus do carro avariados pela armadilha, Brenner foi rendido por assaltantes e acabou baleado na cabeça, sobrevivendo com sequelas que mudariam sua vida permanentemente.

PUBLICIDADE

Enquete BBB26

Quem você quer que seja eliminado(a)?

Votar na enquete

Como a Globo mudou o final de Gerson Brenner após o atentado?

Após ser resgatado por caminhoneiros, o artista foi levado para uma unidade hospitalar em estado gravíssimo, onde deu entrada em coma e com o lado direito do corpo paralisado. O episódio provocou uma imensa onda de comoção em todo o país e causou a interrupção imediata de seu trabalho na novela, que já caminhava para a reta final.

Diante da impossibilidade de novas gravações, a TV Globo precisou realizar ajustes no roteiro e utilizar materiais que já haviam sido registrados anteriormente para concluir a trajetória do personagem.

Despedida adaptada rápida

A solução encontrada foi uma despedida rápida em um capítulo de aproximadamente 40 minutos, no qual o personagem aparece por pouco mais de um minuto e sofre um desmaio ao receber a notícia de que seria pai de trigêmeas. Essa adaptação permitiu o fechamento da trama e selou um dos capítulos mais melancólicos e marcantes da história da teledramaturgia no Brasil.