O embate jurídico entre a TV Globo e Pedro Henrique Espíndola, ex-integrante do Big Brother Brasil 26, atingiu um novo patamar de tensão com a exposição de cláusulas contratuais sigilosas. No centro do conflito, a emissora exige o pagamento de uma multa de R$ 1,5 milhão, devido ao descumprimento de normas internas; enquanto o ex-BBB contra-ataca com um processo de R$ 4,2 milhões.
Ele pleiteia indenização por danos morais e materiais, sustentando que sua rescisão contratual foi conduzida de maneira irregular. A crise começou logo após a saída de Pedro do reality em janeiro, motivada por um incidente com a participante Jordana Morais.
Quebra de sigilo
A situação se complicou recentemente com o vazamento de dados protegidos pelo processo, o que a Globo classifica como uma infração severa. A emissora fundamenta sua defesa na cláusula 7.5 do contrato, que prevê sanções financeiras pesadas para a divulgação de informações confidenciais e determina que o dever de sigilo permanece em vigor por tempo indeterminado, independentemente do encerramento do vínculo profissional.
Valores, cláusulas e investigação
A defesa de Pedro Henrique Espíndola trouxe a público detalhes financeiros que revelam a estrutura de pagamentos para o grupo Pipoca. O montante fixo é de R$ 10,5 mil, acrescido de uma ajuda de custo de R$ 500 por semana de confinamento. Com base nesse cálculo, os advogados sustentam que o ex-participante deveria receber aproximadamente R$ 11 mil.
O acordo prevê ainda um bônus vultoso de R$ 100 mil se o integrante for aproveitado em futuras produções da casa, além de impor vetos rigorosos a publicidades e entrevistas externas durante o contrato. No campo criminal, a situação é mais delicada.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Jacarepaguá, indiciou o ex-BBB em fevereiro por suspeita de importunação sexual contra Jordana Morais. A investigação baseou-se na análise técnica das imagens do programa, e a TV Globo já foi notificada para prestar esclarecimentos dentro do prazo legal enquanto o processo tramita no Judiciário fluminense.

Gabriela
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