O empresário Leonid Radvinsky, principal acionista do OnlyFans, morreu nesta segunda-feira (23), aos 43 anos. A informação foi confirmada pela própria empresa, sediada em Londres. Segundo comunicado oficial, ele enfrentava um câncer e faleceu em decorrência de complicações da doença, após um período de tratamento.
Nascido em Odesa, na Ucrânia, Radvinsky se mudou ainda criança para os Estados Unidos, onde construiu carreira no setor de tecnologia. Ele assumiu o controle do OnlyFans em 2018, impulsionando a expansão global da plataforma. Em ranking recente da Forbes, aparecia entre os bilionários, com fortuna estimada em US$ 4,7 bilhões.
Perfil reservado e ações fora dos negócios
Apesar do sucesso, mantinha uma vida discreta e evitava exposição pública. Também realizou doações relevantes, incluindo mais de US$ 1,3 milhão em criptomoedas para a Ucrânia após o início da guerra em 2022. Em sua biografia, mencionava interesse por aviação e acumulava horas de voo como piloto amador.
Além do OnlyFans, investia em startups por meio de um fundo criado em 2009. Nos últimos anos, os ganhos com a plataforma foram expressivos. Dados divulgados em 2024 indicaram que ele recebeu cerca de US$ 701 milhões em dividendos em um único ano, refletindo o crescimento do negócio.

Incerteza sobre o futuro da empresa
Com a morte do empresário, surgem dúvidas sobre o futuro da gestão do OnlyFans. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre sucessão ou herdeiros. A família pediu privacidade.
Havia também negociações iniciais para venda de parte da participação na empresa, segundo reportagens recentes, mas sem definição concreta. O cenário atual mantém indefinido o próximo passo da estrutura de controle da plataforma.

Gabriela
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