BBB26: participantes nem imaginam, mas Ministério Público está investigando a Globo por possível tortura

Ministério Público Federal aponta possível torturas em dinâmicas do Big Brother Brasil 26.

PUBLICIDADE

O BBB26 passou a ser alvo de investigação após o Ministério Público Federal (MPF) abrir um inquérito civil para apurar possíveis abusos em dinâmicas do reality show exibido pela Globo. A apuração busca analisar se provas e desafios exibidos no Big Brother Brasil 26 teriam exposto participantes a situações consideradas degradantes ou perigosas, colocando em risco a integridade física e psicológica dos confinados.

A investigação teve início após o envio de uma carta aberta ao MPF pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP). No documento, a entidade apontou que algumas dinâmicas do programa apresentariam semelhanças com práticas de sofrimento usadas durante a ditadura civil-militar brasileira entre 1964 e 1985. Entre os exemplos citados está o chamado Quarto Branco, ambiente em que participantes enfrentaram ruídos constantes, baixas temperaturas e alimentação limitada a água e biscoitos.

PUBLICIDADE

Enquete BBB26

Quem deve ganhar? Vote agora.

Votar na enquete

Investigação do Ministério Público

O texto também mencionou o caso de Rafaella, participante que desmaiou após permanecer mais de 100 horas no Quarto Branco durante a disputa por vagas no elenco principal do reality. Na etapa final da dinâmica, os competidores precisavam permanecer em uma base elevada e, caso descessem, eram eliminados do desafio. Após o episódio, Chaiany, Gabriela, Leandro e Matheus conquistaram as vagas disponíveis no programa.

Outros momentos do reality também foram citados na denúncia. O documento destacou as convulsões sofridas por Henri Castelli durante a primeira Prova do Líder, que exigia resistência física, além da dinâmica chamada Exilado, que obrigou Breno e depois Alberto Cowboy a passarem noites dormindo na área externa da casa.

Resposta da Globo

A investigação foi determinada pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, que apontou possíveis riscos à dignidade humana. Em resposta, a Globo afirmou que oferece acompanhamento médico permanente aos participantes, com estrutura de UTI móvel e protocolos para atendimento hospitalar sempre que necessário, e informou que aguarda os próximos passos do MPF.