Durante uma entrevista concedida ao programa Sem Censura, transmitido pela TV Brasil na última terça-feira, a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida popularmente como Janja, afirmou ter sido alvo de assédio em duas ocasiões distintas durante o atual mandato presidencial de Lula. A declaração ocorreu no contexto de uma edição especial da atração televisiva, voltada para o debate sobre a violência doméstica e crimes contra a mulher.
Janja utilizou sua participação para enfatizar que a vulnerabilidade atinge mulheres em diversas esferas sociais. Ela relatou os episódios para ilustrar a abrangência desse tipo de violência, destacando que nem mesmo o aparato de segurança que envolve a presidência conseguiu inibir as abordagens inadequadas.
Relato de Janja
“Eu fui assediada nesse período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares em que me acho segura, e mesmo assim fui assediada“, relatou ela.
Sem fornecer detalhes específicos sobre a identidade dos envolvidos ou as circunstâncias exatas dos eventos, a primeira-dama traçou um paralelo entre sua realidade e a da população feminina em geral. O objetivo foi demonstrar que, se uma pessoa com acesso a escolta oficial e monitoramento enfrenta tais riscos, a situação é ainda mais crítica para cidadãs anônimas.
Reflexão da esposa de Lula
Ao refletir sobre a falta de proteção nos espaços públicos e a onipresença do risco, ela questionou: “Se eu, como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras e cuidados [fui assediada], imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h?“. O debate também englobou as respostas institucionais para o problema, mencionando o Pacto dos Três Poderes voltado ao combate aos crimes contra a mulher.
