Trinta anos após o acidente aéreo que matou os integrantes do grupo Mamonas Assassinas, um vídeo gravado poucas horas antes da tragédia voltou a ganhar destaque em reportagens, retrospectivas e nas redes sociais. As imagens mostram o tecladista Júlio Rasec comentando, de forma informal, sobre um sonho envolvendo um acidente de avião no próprio dia 2 de março de 1996.
O registro foi feito em um salão de beleza, em um momento descontraído, sem caráter jornalístico. No vídeo, Júlio conversa com um amigo e relata ter sonhado com a queda de uma aeronave. A fala não é associada diretamente ao voo que a banda realizaria naquela noite e não demonstra preocupação objetiva com a viagem.
As imagens só se tornaram públicas após a confirmação do acidente na Serra da Cantareira, quando passaram a integrar a cobertura da imprensa nos dias seguintes à tragédia. Desde então, o vídeo é citado como uma coincidência temporal ligada ao episódio, especialmente em datas marcantes como aniversários da morte do grupo.
Como o vídeo veio a público e ganhou destaque
Após a queda do avião que transportava os músicos, emissoras de televisão passaram a reunir imagens das últimas horas da banda antes do voo. O vídeo de Júlio Rasec foi exibido em telejornais de alcance nacional e rapidamente se espalhou por outros veículos, sendo repetido em programas especiais e retrospectivas.
A abordagem da imprensa na época deu grande visibilidade ao registro, frequentemente inserindo o trecho como parte da reconstrução cronológica do dia do acidente. Manchetes e chamadas destacavam o contraste entre o relato do sonho e o desfecho da viagem, o que contribuiu para que o vídeo se tornasse um dos elementos mais lembrados da cobertura.
Apesar da repercussão, o material nunca foi tratado por autoridades como fator relacionado às causas do acidente. Investigações oficiais mantiveram o foco em aspectos técnicos e operacionais do voo, sem qualquer referência ao conteúdo do vídeo.
Coincidência recorrente em especiais e retrospectivas
Ao longo das décadas, o vídeo voltou a circular em documentários, livros, reportagens especiais e produções audiovisuais sobre os Mamonas Assassinas. Em datas como os 10, 20 e agora 30 anos da tragédia, o registro costuma ser retomado como um dos episódios mais simbólicos ligados às últimas horas do grupo.
A forma como o material é apresentado varia conforme o contexto editorial, mas geralmente é acompanhado da explicação de que se trata de uma coincidência documentada, sem valor premonitório reconhecido oficialmente. Ainda assim, o vídeo segue chamando atenção do público e gerando repercussão sempre que reaparece.
Três décadas depois, o registro permanece como parte do vasto acervo que ajuda a reconstruir os momentos que antecederam um dos acidentes mais marcantes da história da música brasileira, reforçando o impacto duradouro do episódio na memória coletiva.

Alberto
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