O caso envolvendo a morte da influenciadora Bárbara Jankavski Marquez, a Barbie humana, tomou um novo rumo com a recente exumação de seu corpo, autorizada pela Justiça para investigar uma possível asfixia. Embora o falecimento, ocorrido em novembro de 2025, tenha sido inicialmente atribuído a um infarto acidental por uso de entorpecentes, o Ministério Público de São Paulo contestou essa versão ao identificar hematomas no pescoço da vítima que sugerem esganadura ou agressão.
O procedimento de exumação foi realizado na última terça-feira (3), no Cemitério da Vila Formosa, e os restos mortais foram encaminhados para novas análises detalhadas no IML e na Polícia Técnico-Científica. Além da necropsia, a Promotoria requisitou radiografias da coluna cervical e testes de DNA sob as unhas de Bárbara, buscando evidências de que ela teria tentado se defender de um ataque.
Justiça reabre investigação
Diante dos indícios de crime doloso, a investigação foi transferida para o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda que não existam suspeitos formais no momento. Especialistas alertam que, apesar de o estágio de decomposição ser um desafio para a perícia, esses novos exames são cruciais para determinar se a morte foi de fato um acidente ou um homicídio.
O que pode mudar com os novos exames?
A reavaliação das circunstâncias da morte pode transformar radicalmente o foco do inquérito, uma vez que o Ministério Público e a defesa da família sustentam a tese de homicídio. Bárbara foi localizada sem vida e seminua na residência do defensor público Renato De Vitto, apresentando manchas pelo corpo.
Em sua versão oficial, o proprietário do imóvel relatou que contratou a influenciadora para um encontro e que ambos utilizaram entorpecentes antes de ela adormecer e não despertar mais. Ele afirmou ter tentado manobras de reanimação e acionado o socorro médico, o que levou a polícia a descartar inicialmente a hipótese criminal.
Contudo, a Justiça identificou elementos que justificam uma investigação mais rigorosa, transferindo o caso para a Vara do Júri. As novas perícias buscam detectar fraturas, sinais de esganadura ou marcas de luta, além de coletar material genético que possa incriminar terceiros.
Como parte das diligências, o aparelho celular do defensor público foi apreendido para análise. Conhecida pelo apelido Boneca Desumana e por sua vasta presença digital, Bárbara Jankavski agora depende dos laudos técnicos para que se defina se seu falecimento foi uma fatalidade ou um ato criminoso.
