Disputa milionária: mansão de Ana Hickmann vai a leilão por ordem da Justiça

Imóvel será leiloado online em março de 2026; lance mínimo pode cair na segunda praça.

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A Justiça de São Paulo determinou o leilão eletrônico da mansão que pertenceu à apresentadora Ana Hickmann e ao ex-marido, Alexandre Correa, localizada em Itu, no interior paulista. O imóvel terá lance inicial de R$ 35 milhões na primeira praça, marcada para 26 de março de 2026. A medida busca quitar pendências financeiras ligadas à empresa Hickmann Serviços Ltda., e o comprador deverá pagar o valor integral em até 24 horas após o encerramento da disputa online.

Antes da decisão, a residência chegou a ser anunciada por R$ 40 milhões em venda direta, mas a negociação foi suspensa após contestação da defesa de Correa, que alegou falta de consulta prévia. Caso não haja interessados pelo valor cheio, uma segunda praça está prevista para 15 de abril de 2026, com lance mínimo reduzido para 75% da avaliação, cerca de R$ 26,25 milhões, além de comissão de 5% ao leiloeiro.

Disputa judicial sobre dívidas do casal

O processo envolve divergências sobre a relação entre o valor do imóvel e a dívida executada, estimada entre R$ 700 mil e R$ 750 mil. A defesa de Ana sustenta que utilizar um patrimônio de alto valor para cobrir essa quantia representa excesso de garantia. Já os advogados de Alexandre afirmam que o passivo total do ex-casal ultrapassa R$ 40 milhões, justificando a venda do bem para quitar obrigações financeiras que já resultaram em penhoras.

As manifestações públicas refletem posições opostas. A equipe da apresentadora declarou que a indicação do imóvel como garantia será contestada judicialmente. Em sentido contrário, o advogado de Correa argumenta que a propriedade está integralmente penhorada, não havendo irregularidade em levá-la a leilão para pagamento da dívida discutida.

Condições de venda e histórico do imóvel

Segundo o despacho, a mansão será transferida no estado em que se encontra, cabendo ao comprador verificar a situação estrutural e assumir encargos vinculados, exceto débitos fiscais. O imóvel ocupa área de cerca de 6,1 mil metros quadrados e foi palco do episódio que levou à separação do casal, em novembro de 2023. O valor arrecadado será destinado primeiro à quitação da dívida judicial, com eventual saldo devolvido aos proprietários.