Recentemente, veio a público um incidente aéreo envolvendo o Boeing 737 que transportava Elton John e sua família para Paris. Durante a decolagem no aeroporto de Farnborough, na Inglaterra, o piloto Duncan Gillespie precisou agir rapidamente para evitar uma tragédia após dois gaviões surgirem na rota da aeronave, que já se deslocava a 257 km/h.
O comandante, que trabalha com o artista há anos, descreveu a manobra como um procedimento não convencional, mas essencial para garantir a segurança de todos. Gillespie demonstrou orgulho pela sua pronta resposta no dia 23 de janeiro, ressaltando que a decisão não apenas evitou danos materiais significativos de milhares de dólares, como também foi crucial para preservar as vidas dos passageiros e da tripulação diante do perigo iminente.
O dilema técnico da velocidade V1
Em um depoimento minucioso publicado em suas redes sociais, o piloto Duncan Gillespie explicou que a situação exigiu uma quebra de protocolo crítica. O Boeing já havia cruzado a marca da velocidade de decisão V1 — o limite técnico onde a decolagem deve ser obrigatoriamente concluída.
Manobra salva voo
Contudo, a iminência de um choque com as aves obrigou o comandante a ignorar os padrões de segurança habituais para evitar o pior. Gillespie relembrou que, enquanto lidava com um vento cruzado de 25 nós no Aeroporto de Farnborough e ultrapassava o ponto de não retorno, avistou um gavião de grande porte mergulhando diretamente contra a aeronave.
Ele enfatizou a importância de tomar decisões difíceis sob pressão e a necessidade de compartilhar tais experiências, justificando a manobra arriscada como a única saída para garantir a integridade do voo.
