Em Três Graças, Paulinho (Rômulo Estrela) ainda não encontrou um espaço claro na trama. Apesar de ser apresentado como o mocinho da história, o personagem praticamente não resolve casos nem movimenta a narrativa policial, funcionando mais como um acompanhante de luxo de Gerluce (Sophie Charlotte) do que como um verdadeiro par romântico.
Na novela das nove da Globo, a ausência de conflitos e cenas de tensão amorosa deixa o romance pouco crível para o público. Desde o início, Paulinho se apaixonou rapidamente por Gerluce e mantém uma cegueira conveniente diante das atitudes suspeitas da namorada.
Paulinho perde a força em Três Graças
Conforme Márcia Pereira, do Notícias da TV, Paulinho percebe mentiras, omissões e sinais claros de manipulação, mas escolhe acreditar que tudo se resume ao medo dela de perder o emprego. Essa postura faz com que ele ignore o envolvimento de Gerluce com o roubo da estátua e sua aliança recente com Rogério (Eduardo Moscovis), deixando de exercer papel investigativo ou de confronto na história.
O personagem erra tanto como namorado quanto como agente da narrativa. A justificativa da novela para sua passividade é a compreensão: ele entende que Gerluce precisa cuidar da mãe, da filha grávida e não quer misturar trabalho com vida pessoal. No entanto, essa empatia constante acabou se tornando uma anestesia dramática, neutralizando o conflito que deveria tensionar o casal.
O romance do par é morno e limitado à rotina de deslocamentos: Paulinho busca Gerluce de manhã, leva à noite e conversa apenas no carro. Cenas de intimidade, desejo ou atratividade são praticamente inexistentes, deixando a relação sem emoção e pouco envolvente.
Embates fracos na novela das nove da Globo
Até o momento, o único embate verdadeiro aconteceu logo após o roubo da estátua, quando a pressão quase destruiu o relacionamento. Fora isso, Paulinho permanece funcional apenas para orbitar a protagonista, sem gerar conflito ou movimento dramático na novela da Globo.
