A atriz Nina Baiocchi, conhecida por interpretar a personagem Vânia na novela Coração Acelerado, tornou-se vítima da violência urbana em São Paulo. O crime ocorreu na noite de 10 de janeiro, mas os detalhes foram divulgados pela artista apenas na última quinta-feira por meio de suas redes sociais. Segundo o relato, criminosos estilhaçaram o vidro do veículo de transporte por aplicativo em que ela viajava para subtrair seu aparelho celular, que estava desbloqueado no momento da abordagem. A atriz informou ter registrado um boletim de ocorrência e solicitou apoio para identificar os responsáveis: “Justiça! Me ajudem a marcar as autoridades para encontrar esses criminosos… Eu fiz boletim de ocorrência, tenho testemunhas oculares e tenho imagens das câmeras de segurança de estabelecimentos próximos“.
Durante a ação criminosa, Baiocchi reagiu de maneira instintiva, o que resultou em lesões físicas provocadas pelos fragmentos da janela destruída. Ela descreveu ter perseguido os assaltantes e gritado por socorro na via pública, percebendo posteriormente a gravidade dos ferimentos em seus membros superiores. Em seu depoimento em vídeo, a artista detalhou as consequências do confronto direto com os bandidos: “Durante o conflito com eles, alguns cacos de vidro acabaram entrando nas minhas mãos e braços, causando alguns cortes. E eu tive que levar alguns pontos“. A reação ocorreu a despeito das recomendações de especialistas em segurança que orientam a não reagir a assaltos.
Socorro médico e relato do trauma
Após o incidente, a atriz conseguiu retornar à sua residência utilizando um táxi e tentou imediatamente proteger seus dados pessoais alterando senhas bancárias e de redes sociais. Entretanto, o sangramento profuso e a dor nos cortes impediram que ela utilizasse o computador, exigindo busca por assistência médica hospitalar após contato com familiares. Nina narrou a dificuldade enfrentada logo após chegar em casa: “Só que a minha mão estava com muito sangue, tava machucada, cheia de cortes devido aos cacos de vidro. Estava muito difícil digitar. Mandei mensagem pra minha mãe pedindo ajuda e ela disse que eu precisava ir pro hospital“.
Além das dores físicas, a artista expressou profunda frustração com a infraestrutura de segurança pública na região onde o crime aconteceu. O sentimento de vulnerabilidade foi exacerbado pela descoberta de que havia uma unidade policial a uma curta distância do local da ocorrência. O desabafo evidenciou a sensação de impotência diante da criminalidade na capital paulista, conforme suas palavras: “Recebi alguns pontos, mas o que mais me deixa chateada com toda essa situação foi saber que me senti impotente, fraca e burra. E, pra mim, o pior de toda essa situação é saber que existia um posto policial a cinco minutos de onde tudo aconteceu”.
Posicionamento contra a impunidade
Ao concluir seu pronunciamento, Nina Baiocchi rejeitou veementemente qualquer discurso que tente culpabilizar a vítima por estar utilizando o telefone celular em via pública durante o período noturno. Ela enfatizou que a responsabilidade pelo ato recai exclusivamente sobre os agressores e cobrou uma postura mais intolerante da sociedade em relação à violência cotidiana. A atriz finalizou seu relato com um apelo por justiça e mudanças estruturais: “Eu não quero que esse vídeo seja só um desabafo, quero que seja um pedido e também um aviso: não dá mais pra fingir que violência é normal. Enquanto a violência for tolerada, ela continua. E eu me recuso, me recuso a aceitar isso em silêncio“.
