A influenciadora digital Sara Bennett faleceu aos 39 anos e deixou uma publicação programada para comunicar sua partida aos seguidores e admiradores. A mensagem, divulgada em suas redes sociais, trouxe reflexões sobre sua trajetória e gratidão pelo tempo vivido. Sara havia recebido o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) três anos antes do ocorrido, condição que mudou o foco de sua presença online e a motivou a compartilhar os desafios diários de conviver com uma doença degenerativa enquanto criava seus dois filhos.
A trajetória de Bennett nas plataformas digitais teve início em 2020, com o objetivo inicial de promover seus empreendimentos pessoais. No entanto, após a confirmação do quadro clínico de ELA, o conteúdo de suas publicações passou a registrar sua rotina de adaptação e coragem. Ela documentava desde os primeiros sinais da condição até as dificuldades progressivas de locomoção, abordando também os impactos financeiros e psicológicos enfrentados ao lidar com uma enfermidade incurável e progressiva.
Relatos sobre a convivência com a ELA
Em sua nota de despedida, a criadora de conteúdo descreveu seus sentimentos finais com serenidade, destacando a ausência de sofrimento físico no momento da escrita. O texto trouxe um tom de aceitação diante do fim do ciclo. “Não sinto dor, nem cansaço. Consigo rir, falar e me movimentar. Refletindo sobre meus últimos meses de vida, fico feliz por não ter partido repentinamente, mesmo com todo o sofrimento. Concluí minha lista“, escreveu Bennett, compartilhando com o público uma visão de paz e dever cumprido em relação aos seus objetivos pessoais.
Além de relatar seu estado físico, Sara aproveitou o espaço para deixar uma mensagem sobre a continuidade da existência e a conexão com a natureza, independentemente de crenças religiosas. Ela afirmou: “Mesmo que você não acredite em nada, estou alimentando a terra e minha árvore. Amei esta vida e sou grata pelo tempo que vivi“. Em publicações anteriores, como em maio de 2024, ela já havia expressado como o diagnóstico transformou sua realidade: “Meu mundo virou de cabeça para baixo. Tantas coisas para fazer do ponto de vista pessoal. Tantas coisas para resolver do ponto de vista da doença. Tantas coisas para colocar em ordem”.
Impacto no trabalho e memória online
A decisão de manter suas redes ativas mesmo diante das adversidades foi consciente, servindo como um registro de sua luta e resiliência. Ao refletir sobre o impacto da condição em sua vida profissional, ela chegou a cogitar o encerramento de suas atividades online, mas reconsiderou para não perder mais um aspecto de sua identidade. “Quando pensei no meu negócio, tive vontade de excluir a conta e me afastar. Mas… isso seria apenas mais uma coisa que essa doença estava me tirando“, declarou. Até o momento, não foram divulgados detalhes específicos sobre as circunstâncias exatas em que ela faleceu.
