A produção cinematográfica brasileira “O Agente Secreto” conquistou o prêmio de melhor filme em língua não inglesa durante a cerimônia do Globo de Ouro, realizada na noite deste domingo(11).
O reconhecimento internacional destaca o longa-metragem protagonizado por Wagner Moura e Tânia Maria, consolidando o prestígio do cinema nacional no cenário global. A vitória foi anunciada na madrugada de segunda-feira (12), pelo horário de Brasília, e marca um momento significativo para a indústria audiovisual do país ao superar concorrentes internacionais de peso na disputa pela estatueta.
Calendário e expectativas para o Oscar
A conquista do Globo de Ouro é amplamente considerada um indicativo importante para o Oscar, servindo como um termômetro para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Com a visibilidade ampliada pelo troféu, a produção busca garantir uma vaga na disputa pela estatueta dourada. O processo de votação que define os indicados ao Oscar tem início nesta terça-feira ((13) e segue até a próxima sexta-feira, dia 16. A lista oficial com os concorrentes finais será revelada ao público no dia 22 de janeiro, definindo os próximos passos da campanha internacional do filme.
Historicamente, esta é a terceira ocasião em que uma produção do Brasil vence nesta categoria específica da premiação. O primeiro feito ocorreu em 1960 com o clássico “Orfeu Negro”, quando a categoria ainda utilizava a nomenclatura de melhor filme estrangeiro em língua estrangeira.
Quase quatro décadas depois, em 1998, o longa “Central do Brasil” repetiu o sucesso ao levar o troféu para casa. A nova vitória de “O Agente Secreto” insere o filme em um seleto grupo de obras nacionais reconhecidas pela crítica internacional ao longo da história.
Retrospectiva de indicações brasileiras
Ao longo das décadas, o cinema brasileiro acumulou um total de nove indicações nesta categoria do Globo de Ouro. Além dos vencedores já citados, outras produções de destaque concorreram ao prêmio no passado, incluindo “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1978), “Pixote: A lei do mais fraco” (1981) e “Abril despedaçado” (2001).
A lista de indicados também contempla sucessos de crítica como “Cidade de Deus” (2002), “Diários de Motocicleta” (2004) e, mais recentemente, “Ainda Estou Aqui” (2024), demonstrando a constância da presença cultural do país na premiação norte-americana.
