A atriz Titina Medeiros morreu neste domingo (11), aos 48 anos, após enfrentar um câncer no pâncreas. A informação foi confirmada por pessoas próximas à artista e rapidamente repercutiu no meio cultural. O velório está previsto para ocorrer no Teatro Alberto Maranhão, em Natal.
Titina ganhou projeção nacional em 2012 ao interpretar Socorro, a carismática e leal ‘colega’ da cantora Chayene, personagem vivida por Cláudia Abreu na novela Cheias de charme, da TV Globo. O papel marcou sua estreia em novelas e teve forte aceitação do público, consolidando sua presença na dramaturgia televisiva brasileira.
Morre atriz de novela de sucesso
Após o sucesso inicial, a atriz construiu uma carreira consistente na televisão, integrando elencos de produções como Geração Brasil, A lei do amor, Onde nascem os fortes, Mar do sertão e, mais recentemente, No Rancho Fundo, exibida em 2024, que acabou se tornando seu último trabalho na emissora.

Natural de Currais Novos, no sertão do Rio Grande do Norte, Titina se mudou ainda jovem para Natal com a família. Foi na capital potiguar que teve os primeiros contatos com o teatro e decidiu seguir a carreira artística. Desde o início dos anos 1990, acumulou uma extensa trajetória, com dezenas de espetáculos, participações em bandas musicais, grupos teatrais, novelas, curtas-metragens, séries de humor e projetos experimentais.
Quem era Titina Medeiros
A atriz integrou coletivos reconhecidos, como os grupos de teatro Carmin e Clowns de Shakespeare, e também foi idealizadora e gestora da Casa de Zoé, produtora responsável por viabilizar muitos de seus projetos. Sua atuação ia além dos palcos e das telas, sendo reconhecida pelo engajamento direto no fortalecimento da produção cultural do Rio Grande do Norte.
Na televisão por assinatura, Titina viveu a personagem Silvia Guerra na série Chão de estrelas, exibida pelo Canal Brasil, e participou da sitcom Os Roni, no Multishow. No teatro, destacou-se em montagens como Meu Seridó, “Dois amores y um bicho, Hamlet, Sua Incelença, Ricardo III, Muito barulho por quase nada e Pobres de marré, entre outras.
