Manoel Carlos morreu no sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Referência absoluta da dramaturgia brasileira, o autor enfrentou, além de problemas de saúde, uma das dores mais profundas que um pai pode viver: a perda de três filhos homens ao longo da vida.
Apesar das tragédias familiares, Manoel Carlos nunca transformou publicamente o sofrimento em discurso, mantendo uma postura reservada. Pessoas próximas relatavam que a escrita e o convívio familiar eram formas de lidar com as dores acumuladas ao longo dos anos.
Manoel Carlos perdeu os três filhos
O dramaturgo perdeu o ator e autor Ricardo de Almeida em 1988, por complicações do HIV. Anos depois, em 2012, enfrentou a morte do diretor Manoel Carlos Júnior, por ataque cardíaco. Já em 2014, sofreu mais um golpe devastador com a morte de Pedro Almeida, estudante de teatro, aos 22 anos, que teve um mal súbito. As perdas marcaram profundamente a trajetória pessoal do homem que encantou e emocionou o Brasil com novelas históricas como Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Em Família, entre outras produções.

Maneco também era pai de atriz e de roteirista
O autor era pai também da atriz Júlia Almeida e da roteirista Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas novelas. Nos últimos anos, Maneco vivia recluso, cercado pela família, longe dos holofotes e da rotina intensa da televisão.
Internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, Manoel Carlos fazia tratamento contra a Doença de Parkinson. O velório será fechado, conforme desejo da família, que pediu respeito à privacidade neste momento delicado.
