A influenciadora Isabel Veloso faleceu aos 19 anos em decorrência de complicações causadas por um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que atinge o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. A confirmação da morte foi feita neste sábado (10) pelo marido, Lucas Borbas, por meio das redes sociais.
O linfoma de Hodgkin é um câncer que se desenvolve a partir de células do sistema imunológico e costuma apresentar sinais iniciais discretos. Entre os primeiros sintomas estão o surgimento de ínguas indolores, que podem aparecer no pescoço, nas axilas ou no tórax, como ocorreu no caso de Isabel.
Entenda o câncer que tirou a vida de Isabel Veloso
Por atingir uma rede de vasos e gânglios espalhados por todo o corpo, a doença pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce.
O linfoma de Hodgkin tem origem no sistema linfático, composto por vasos, linfonodos e órgãos como o baço e o timo. Esse sistema é fundamental para a produção e circulação das células de defesa, além de ajudar a manter o equilíbrio dos líquidos do organismo.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a doença surge quando células do sistema linfático sofrem alterações e passam a se multiplicar de forma descontrolada, formando tumores, principalmente nos linfonodos.
Uma característica marcante do linfoma de Hodgkin é a presença das chamadas células de Reed-Sternberg, identificadas em exames microscópicos. Essas células são linfócitos alterados que perderam o controle do crescimento e ajudam a confirmar o diagnóstico.
De acordo com o oncologista Stephen Stefani, da Oncoclínicas e da Américas Health Foundation, essas células não são a causa isolada da doença, mas funcionam como um marcador importante para identificá-la. O tumor, segundo ele, é formado majoritariamente por outras células do sistema imunológico que passam a agir de forma desordenada.
Quem pode ser afetado pelo linfoma de Hodgkin
O linfoma de Hodgkin pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum entre adultos jovens, entre 20 e 35 anos, e em pessoas acima dos 60 anos.
Não existe um fator de risco único. Em alguns casos, a doença pode estar associada a alterações do sistema imunológico, histórico familiar ou infecções virais anteriores, como o vírus Epstein-Barr. Em muitos pacientes, porém, não é possível identificar uma causa específica.
Sintomas merecem atenção
O sinal mais frequente é o aumento dos linfonodos, percebido como caroços geralmente indolores. Outros sintomas podem surgir com a evolução da doença, como febre persistente, perda de peso sem causa aparente, cansaço intenso, suor noturno e aumento do volume abdominal.
Há também manifestações menos comuns, como coceira persistente na pele, mesmo sem lesões aparentes. Quando os sintomas persistem por semanas, a orientação é buscar avaliação médica para investigação adequada.
