‘A alma sangra’: Oruam, filho de Marcinho VP, se pronuncia após 64 mortes no Rio

Rapper Oruam, filho de Marcinho VP, critica letalidade policial após 64 vítimas em ação contra o Comando Vermelho

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Uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro chocou o país nesta terça-feira (28/10), deixando um saldo trágico de, pelo menos, 64 mortos, incluindo quatro policiais. A ação, que concentrou 2,5 mil agentes nos complexos do Alemão e da Penha, já é considerada a mais letal da história recente da capital carioca.

Diante do cenário de violência, o rapper Oruam, filho de Marcinho da VP — um dos líderes históricos do CV preso desde 1996 —, utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre as consequências das operações nas comunidades.

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Em uma publicação de forte impacto, o artista criticou a ação policial, buscando humanizar a realidade da favela para seus seguidores e o público em geral. “Minha alma sangra quando a favela chora pq a favela tb tem família, se tirar o fuzil da mão existe o ser humano”, compartilhou. A declaração coloca em foco o debate sobre a letalidade policial e os direitos humanos nas áreas de conflito.

Reação armada e alto número de mortes na megaoperação

Os criminosos reagiram à investida com violência, utilizando barricadas, drones, bombas e intensos tiroteios contra as forças de segurança.

Até o momento, o balanço da megaoperação no Rio de Janeiro registra 81 prisões e o recolhimento de 75 fuzis, indicando a dimensão do confronto. O alto número de mortes, contudo, levanta questionamentos sobre a abordagem da polícia e a necessidade de medidas que garantam a segurança da população local.

O passado recente de Oruam com a Justiça

A manifestação do rapper sobre a violência nas comunidades ocorre em meio ao seu histórico recente com a Justiça.

Oruam esteve sob prisão preventiva entre julho e setembro deste ano, após se tornar réu por tentativa de homicídio contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz. Ao ser solto, o artista foi recebido por uma multidão de amigos e fãs, evidenciando seu grande alcance e influência nas redes sociais e nas comunidades, o que amplifica o peso de sua crítica à operação.