Essas são as pistas de que o tiro foi falso e que Consuêlo ajudou Odete a forjar a própria morte em Vale Tudo

Teoria de que a vilã da novela das nove da Globo continua viva cresce nos bastidores.

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Entre os telespectadores que estão acompanhando a novela Vale Tudo há uma crescente onda de desconfiança em torno de um dos acontecimentos mais marcantes da trama: a suposta morte de Odete Roitman (Débora Bloch).

O assassinato que chocou o país pode não ter sido o que parece, e novas pistas exibidas pela Globo vêm fortalecendo uma teoria explosiva: Odete pode ter forjado o próprio fim, contando com a ajuda de pessoas de sua mais absoluta confiança — Consuêlo (Belize Pombal) e, possivelmente, Freitas (Luís Lobianco).

A possibilidade de que tudo não tenha passado de uma armação meticulosamente planejada ganha força à medida que o público percebe incongruências no comportamento dos personagens e lacunas na investigação. Detalhes que antes pareciam triviais agora são reinterpretados como parte de um enredo oculto que Odete teria conduzido com frieza e cálculo.

A ajudinha de Consuêlo

A funcionária fiel, Consuêlo, desponta como peça-chave dessa possível farsa. Pouco antes do assassinato, a secretária — agora promovida a diretora trainee da TCA — recebeu um aumento de 470% no salário, um gesto generoso demais até para os padrões excêntricos da empresária. A promoção repentina, somada ao comportamento contido da funcionária durante o velório, levantou suspeitas de que Odete já estaria preparando o terreno para um desaparecimento orquestrado.

De acordo com a teoria do site Splash, Consuêlo teria recebido instruções secretas da patroa e participado ativamente do plano. Seu olhar calculado no cortejo e o modo como reagiu ao encontrar o caixão lacrado chamaram a atenção dos fãs atentos. Além disso, há a hipótese de que ela tenha contado com o apoio de Freitas (Luís Lobianco), o assistente que se despediu da bilionária com uma promessa ambígua de que ele a ajudaria no que fosse preciso. A fala, aparentemente inocente, agora é vista como o prenúncio de uma cumplicidade.

Indícios que reforçam o mistério

As suspeitas não param por aí. Logo após o crime, o delegado Mauro (Cláudio Jaborandy) determinou que o corpo fosse retirado com urgência do Copacabana Palace, justificando a decisão como uma “ordem superior” do secretário de segurança — o mesmo político que Odete afirmava controlar nos bastidores. A pressa no transporte do corpo, sem perícia detalhada no local, gerou especulações de que poderia haver uma operação para encobrir a farsa da morte.

Outro momento intrigante veio da boca de Marco Aurélio (Alexandre Nero). Enquanto observava o rabecão levar o corpo da rival, o empresário comentou: “Deve estar sendo difícil para Odete.” A frase, dita no presente e não no passado, soou estranha até para Leila (Carolina Dieckmann), que o corrigiu prontamente: “Mas ela já morreu, Marco Aurélio.” Ele, então, desconversou, falando sobre vida após a morte, num tom enigmático que só reforçou a suspeita de que ele sabia mais do que dizia.

Caixão lacrado e eco do caso Leonardo

Outro elemento decisivo na teoria é o caixão lacrado de Odete. Segundo os personagens, essa era uma exigência feita por ela própria — o que imediatamente fez os telespectadores lembrarem de Leonardo (Guilherme Magon), o filho que foi dado como morto por mais de uma década e depois ressurgiu vivo. O paralelo entre os dois casos é inevitável: seria a vilã repetindo a mesma manobra que usou no passado?

A semelhança entre as duas “mortes” reacendeu a desconfiança de que Odete pode ter encenado o crime, fugido com o auxílio de seus funcionários leais e preparado tudo para manipular os herdeiros e inimigos, reaparecendo apenas no final como uma espécie de triunfo pessoal sobre todos.

A teoria ganha força entre os bastidores

A especulação deixou de ser apenas papo de fã nas redes sociais e chegou aos bastidores da novela. O próprio Aguinaldo Silva, coautor da versão original de 1988, admitiu ao Gshow que percebe “uma certa suspeita de que Odete não morreu”, e disse: “Eu também suspeito… Mas é só uma suspeita.” A declaração de um dos criadores da icônica vilã fez a internet ferver.

Para completar, Carolina Dieckmann, intérprete de Leila, também reforçou a ideia de que Odete pode estar viva. Em entrevista ao Splash, a atriz afirmou: “Pra mim, a Odete não morreu. Põe isso no bolão. Só sei que eu não matei. Não gravei nem com arma.” A frase foi interpretada como uma provocação e, ao mesmo tempo, uma confirmação de que a equipe gravou múltiplas versões do assassinato — entre elas, a de que a vilã forjou o próprio fim.