César Tralli fica com a voz embargada no JH ao falar sobre dificuldade familiar

Apresentador quebrou protocolo para falar situação vivida pela irmã que faleceu em 2018.

PUBLICIDADE

O jornalista César Tralli protagonizou um momento comovente durante a edição do Jornal Hoje desta sexta-feira (23), ao comentar uma reportagem sobre o alto índice de analfabetismo entre pessoas com deficiência. Após a exibição da matéria, o apresentador compartilhou uma lembrança pessoal sobre sua irmã Gabriela, que tinha deficiência física e intelectual e faleceu em 2018.

Visivelmente emocionado, Tralli destacou as dificuldades enfrentadas por sua família para garantir que Gabriela tivesse acesso à educação. Segundo o jornalista, as portas costumam ficar mais fechadas do que abertas. “Quem tem um filho ou um parente assim sabe bem como é“, afirmou o jornalista, com a voz embargada. Ele contou que sua mãe, Edna Tralli, precisou insistir muito até conseguir matricular a filha em uma escola.

PUBLICIDADE

Enquete BBB26

Quem você quer que seja eliminado(a)?

Votar na enquete

César Tralli fala dos desafios vividos pela irmã

Apesar dos desafios, Gabriela conseguiu ser aceita em uma instituição e começou a trabalhar na biblioteca da escola. Tralli revelou que a irmã chegou a ser registrada e recebia meio salário mínimo por mês. “A dignidade que você traz para esse ser especial e para a família não tem nada no mundo que pague”, disse ele, ressaltando o impacto positivo da inclusão.

O apresentador ainda destacou a importância da empatia e do acolhimento de pessoas com deficiência. Segundo ele, quem aceita uma pessoa assim com deficiência vai se tornar um ser humano melhor. Para Tralli, conviver com alguém especial é uma lição de amor, paciência e respeito que transforma vidas — inclusive a de quem acolhe.

Tralli já havia se emocionado

Ao longo da semana, Tralli também havia se emocionado ao comentar uma outra reportagem que falava sobre a Estrela Solidária, instituição que promove aulas de futebol de areia para pessoas com autismo e síndrome de Down. A lembrança de Gabriela tem sido um elo constante na defesa do jornalista pela inclusão e respeito às pessoas com deficiência.