Jô Soares mantinha uma espécie de espaço cultural no edifício onde residia

Nesse espaço, com uma biblioteca de 5 mil volumes, ele passava a maior parte do seu tempo.

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Sempre fazendo questão de se manter bastante discreto em relação à sua vida doméstica, Jô Soares, que faleceu nesta sexta-feira, aos 84 anos, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, de causas não reveladas, já há alguns anos, residia num edifício localizado na Praça Esther Mesquita, no bairro de Higienópolis, considerado um dos mais valorizados da capital paulista.

Nesse edifício, Jô era proprietário de dois amplos e luxuosos apartamentos, sendo um em cada andar. Num deles, foram instaladas as suas acomodações privativas.

No outro, o artista, que acumulava várias funções, montou uma espécie de espaço cultural, com uma vista privilegiada, onde passava a maior parte do seu tempo, desde que se afastou das suas atividades profissionais na televisão.

Além de uma vasta biblioteca com aproximadamente cinco mil volumes, e um ateliê de artes plásticas, o espaço também servia como seu escritório. No local, Jô assistia filmes, escrevia, desenhava, pintava, recebia amigos mais íntimos e ensaiava os espetáculos, onde assinava a direção.

A decoração não obedecia a um estilo definido e, entre as peças, que chamam bastante atenção, estão uma poltrona confeccionada apenas com bichos de pelúcia, muitos quadros e uma estátua do Super Homem, seu personagem favorito, em tamanho natural. Além disso, havia muitas peças de vários lugares do mundo.

Já na área privativa, a decoração se mantém mais discreta com paredes de madeira, móveis clássicos e sofás na cor branco. No seu quarto, bem próximo à cama, há um ofurô com uma televisão instalada.