The OC supera trauma e finaliza honrando a trajetória

PUBLICIDADE

The OC foi um seriado teen que marcou o início dos anos 2000, trazendo a história de Ryan, um garoto da periferia de Los Angeles, que embora fosse inteligente e dotado de um senso de  moral elevado para sua idade, estava inserido em um contexto de marginalização, tendo um pai ausente, um irmão com múltiplos delitos e uma mãe alcóolatra presa em uma relação doentia e abusiva. E isso começa a mudar quando seu destino se cruza com o de Sandy Cohen, um defensor público idealista que impede que ele vá preso e acaba ajudando a vida do jovem Ryan, chegando a trazê-lo para a casa.

Unindo drama e comédia, o espectador acompanhou a trajetória de Ryan, da família Cohen e a vida dos abastados de Orange County, especialmente Newport, durante quase meia década, até que uma morte de um dos protagonistas abala a série, sua audiência e o amor incondicional dos fãs, que faz com que a série vá minguando, episódio a episódio, até encontrar seu final uma temporada depois.

PUBLICIDADE

Enquete BBB26

Quem você quer que seja eliminado(a)?

Votar na enquete

Esse final prematuro foi, durante muito tempo, exemplo do que não se fazer em Hollywood: uma série de sucesso nas mãos, personagens bem entrosados e de repente se coloca uma reviravolta no enredo que muda drasticamente algo que vem dando certo há anos. Contudo, o que acontece e que pouca gente sabe é que o intérprete desse personagem que foi morto de forma desconcertante estava enfrentando tamanhos problemas em sua vida pessoal, que tornou insustentável a continuidade da linha narrativa até então adotada, forçando os roteiristas. 

Passado o preconceito (e quase duas décadas do seu final), a chance de ver a temporada final da série, atualmente na Netflix em sua integralidade, é uma segunda chance de deixar para trás o preconceito e ver como os roteiristas fizeram, literalmente de tudo, para tentar manter o interesse e o espírito da série vivo, tanto que analisando com um certo distanciamento pessoal, o final da série endereça, e bem, o final dos personagens, à revelia da morte evitável, e consegue honrar o que a série foi durante sua breve existência.

A título de curiosidade, a série deixou tantos aprendizados que seu produtor, McG, está há 15 anos à frente de Supernatural, fez Shadowhunthers, enquanto que Bem McKenzie brilhou como uma jovem Gordon em Gotham, e até o odiado McComarck achou seu caminho de volta às telinhas com o simpático Dr. Hippie em Grey´s Anatomy.